Ben Howard: Novo disco “I Forget Where We Were” é editado a 20 de outubro

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O novo disco de Ben Howard, “I Forget Where We Were”, chega ao mercado a 20 de outubro. Produzido pelo músico inglês com a ajuda do seu baterista, Chris Point, o segundo álbum de originais de Howard integra dez temas novos, incluindo o single de avanço, o tema-título “I Forget Where We Were“, já disponível para escuta aqui.

“I Forget Where We Were” sucede a “Every Kingdom”, de 2011, disco que vendeu mais de um milhão de cópias e foi nomeado para um Mercury Prize, prestigiado galardão da indústria musical britânica. Ben Howard venceu em 2012 dois Brit Awards, um para artista revelação e um segundo para artista masculino do ano.

“Small Things”, “In Dreams”, “Evergreen” ou “Conrad” são algumas das novas composições do músico de 27 anos. “I Forget Where We Were” foi gravado em Devon, Inglaterra e já está disponível em pré-venda aqui. Na reserva, os fãs recebem imediatamente dois temas, o de avanço e um outro “end of the affair”.

Ben Howard, que se estreou recentemente em Portugal no festival NOS Alive, este Verão tem diversas atuações marcadas para a Europa em setembro, boa parte delas já esgotadas. Londres, Berlim, Amesterdão e Paris são cidades que receberão o músico em breve para atuações que antecipam a chegada do esperado segundo álbum de originais do músico. Lisboa não está, para já, nos seus planos.

Morrissey com concerto único dia 6 de outubro no Coliseu dos Recreios

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A nova digressão de Morrissey vai arrancar em Lisboa, dia 6 de outubro, no Coliseu dos Recreios. O cantor e compositor inglês irá apresentar num concerto único em Portugal o seu novo disco de estúdio, “World Peace Is None Of Your Business”, editado no passado mês de julho.

O décimo álbum a solo do ex-líder dos The Smiths foi gravado no sul de França, com a produção de Joe Chiccarelli, produtor de bandas como The Strokes e The Killers.

O artista oriundo de Manchester é hoje um ícone por direito próprio, tendo o facto ficado ainda mais vincado com o sucesso do lançamento da sua autobiografia, publicada pela famosa editora Penguin Classics. O livro entrou na lista dos mais vendidos do Reino Unido, em número um, com cerca de 35 mil cópias vendidas apenas na primeira semana.

Coliseu de Lisboa | 6 de outubro
Abertura de portas: 20h30
Início do espetáculo: 21h30

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Reportagem Bons Sons 2014

No rescaldo da edição de 2014 do Festival Bons Sons muito se pode contar, e muitas outras coisas ficarão na memória de por quem lá passou. Segundo dados da organização, este ano em que cerca de 35 mil pessoas marcaram presença na aldeia mais musical do país, a música produzida em Portugal foi novamente rainha. Numa celebração efusiva, aficcionados e curiosos uniram-se neste que já era e que se tornou num ainda maior abençoado fim-de-semana prolongado.

Na primeira noite, e já com aqueles que no campismo se haviam instalado, os Holy Nothing abriram as hostes tornando a entrada do parque de campismo numa improvisada pista de dança para que os que não quiseram perder pitada. De seguida, subiram ao palco os Bons Rapazes. Este duo de DJs, composto por Álvaro Costa e Miguel Quintão, continuou a noite numa ritmada electrónica principiando a madrugada do dia 15.

E chegou o tão esperado dia! Depois do aquecimento da noite de quarta-feira, as portas abriram para quatro dias de aventura pelos caminhos da melhor música portuguesa da actualidade. No interior da aldeia era já possível encontrar as primeiras centenas de pessoas que quiseram viver a aldeia, num evento que, embora seja 100% nacional, tem ainda a particularidade de abranger, musicalmente, uma enorme diversidade de estilos musicais.

Nestes quatro grandes dias, os aguardados protagonistas narraram estórias que ora desenhavam imagens no inconsciente das pessoas que foram viver a aldeia, ora levavam a diferentes tipos de expressão corporal. Uma última possibilidade se manifestava: o gerar de coros, por vezes desafinados, daqueles que descobriram ou que já conheciam os refrões mais monofrásicos.

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A primeira noite foi dedicada à entrega do prémio Megafone em parceria com a Sociedade Portuguesa de Autores. No principal objectivo deste concurso encontra-se uma dupla homenagem: por um lado, e de acordo com o director artístico do Festival Bons Sons, Luís Ferreira, a distinção dos “músicos ou entidades que contribuem para o presente e projecção futura das tradições musicais portuguesas”; por outro serve para recordar João Aguardela, um dos grandes compositores portugueses do século XX.
Sendo a final, o palco principal contou com a actuação dos três pré-seleccionados finalistas (Nó d’Alma, Omiri e Charanga). Depois da deliberação dos jurados, e antes da actuação de Galandum Galundaina (vencedores do prémio em 2010), foi anunciada a banda vencedora – Charanga. Para quem ainda não conhece são, segundo o seu bandcamp, “um projecto de música electrónica fortemente ligado às raízes da cultura popular portuguesa”.

O palco cuja curadoria estava a cargo da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP) localizado no interior da igreja de Cem Soldos – por lá passaram alguns dos nomes emergentes do panorama musical português.

Os borrifadores: Para os mais encalorados havia uma eficaz solução. Através da ajuda dos voluntários, e apenas com três ou quatro clicks, aqueles que sofriam com o calor abrasador que se fazia sentir em Cem Soldos encontraram uma maneira instantânea de se refrescarem.

As coreografias: Antes e durante alguns dos concertos da tarde, os festivaleiros arranjavam sempre forma para se divertirem – o salto à corda era uma delas. Também a imitação deu asas a muitos minutos de freestyle e de risos: uma criança, com quatro ou cinco anos, começou a dançar. De repente, uma enorme meia lua de gente envolveu o rapaz seguindo-lhe os passos.

Festival ecológico: Uma das bandeiras do Festival Bons Sons é a luta contra a poluição. Desta feita, em todas as edições são feitas campanhas a favor do uso de uma caneca de alumínio para combater o uso excessivo de plástico. Pelo que deu para ver, resultou!

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Claro que não se poderia deixar de falar da queda de Sérgio Godinho. Depois d’”O Brilhozinho nos Olhos” dá-se a aparatosa queda no fosso. Ao ter sido imediatamente socorrido pelos Bombeiros Voluntários de Tomar, voltou ao palco como se nada tivesse acontecido. Ainda assim o pior aconteceu, pois teve que levar pontos na cabeça depois da sua actuação.

Festival de dois em dois anos: Pois é, para ser em grande dá trabalho! Devido ao enorme esforço por parte da organização, dos moradores e dos voluntários e acrescendo o facto de para a sua concretização ter que se fechar por completo a aldeia, o Bons Sons só voltará em 2016.

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Reportagem: João Gonçalo Madeira
Fotografia: Ana Beatriz Lopes

Música Rock, indie e eletrónica